TikTok: como um candidato transformou danças e memes em uma estratégia para conquistar a presidência
Uma campanha presidencial pode começar com um discurso em um palanque, uma entrevista na televisão ou uma grande reunião de apoiadores. Mas, na Indonésia, em 2024, parte da disputa por votos ganhou uma forma bastante inesperada: vídeos de um candidato dançando, fazendo gestos divertidos e aparecendo em animações que conquistaram milhões de visualizações nas redes sociais. O protagonista dessa história era Prabowo Subianto, e a plataforma que ajudou a impulsionar sua nova imagem foi o TikTok.
A transformação chamou a atenção porque Prabowo não era um político desconhecido. Ex-general e ministro da Defesa, ele tinha uma trajetória marcada por uma imagem pública bastante rígida e já havia disputado duas eleições presidenciais anteriormente, sem conseguir vencer. Para a campanha de 2024, entretanto, sua equipe percebeu que repetir a mesma maneira de se comunicar talvez não fosse suficiente para conquistar uma nova geração de eleitores.
Foi então que surgiu uma estratégia curiosa: em vez de apresentar apenas o político de postura firme e discursos tradicionais, a campanha passou a explorar uma personalidade mais descontraída. Prabowo ganhou o apelido de “Gemoy”, expressão popular indonésia associada a alguém fofo ou adorável. Vídeos com movimentos de dança, memes, animações e cenas descontraídas passaram a circular intensamente nas redes sociais, criando uma imagem que contrastava com aquela que o público conhecia.
O interessante é que a estratégia não dependia de convencer as pessoas a assistir a um pronunciamento político. A ideia era fazer com que o candidato aparecesse naturalmente no ambiente em que milhões de usuários já passavam boa parte do seu tempo. Um vídeo divertido podia ser compartilhado entre amigos, virar assunto em grupos e alcançar pessoas que dificilmente procurariam espontaneamente informações sobre uma candidatura presidencial.
O TikTok se tornou um dos principais espaços para essa comunicação, especialmente entre os eleitores mais jovens. A campanha conseguiu transformar elementos de entretenimento em ferramentas de visibilidade política. O resultado apareceu nas urnas: em fevereiro de 2024, Prabowo foi eleito presidente da Indonésia, com aproximadamente 58,6% dos votos.
É evidente que uma vitória presidencial não pode ser explicada apenas por vídeos ou publicações nas redes sociais. A conjuntura política, as alianças, a popularidade do candidato e diversos outros fatores também tiveram influência. Mas a campanha deixou uma lição importante: a maneira como um político é percebido pode mudar quando sua comunicação acompanha os hábitos e a linguagem do público que deseja alcançar.
O caso indonésio também levanta uma questão que merece atenção de qualquer pessoa envolvida em uma disputa eleitoral: quantos candidatos possuem boas propostas, experiência e projetos relevantes, mas encontram dificuldades para comunicar tudo isso à população? Ter presença nas redes sociais não significa necessariamente ter uma estratégia. Publicar diariamente não é o mesmo que construir posicionamento, e conquistar visualizações não significa, automaticamente, estabelecer uma relação de confiança com o eleitor.
É justamente para enfrentar esse tipo de desafio que existe a Segredos Políticos, empresa do Grupo EscaEsco dedicada ao planejamento e à estratégia de campanhas eleitorais. A empresa trabalha para auxiliar candidatos a estruturar sua comunicação, fortalecer sua presença pública e desenvolver estratégias que os aproximem do eleitorado durante o período eleitoral. Seu trabalho começa muito antes de uma publicação chegar às redes sociais: é necessário compreender a candidatura, conhecer o cenário da disputa, identificar oportunidades de comunicação e estabelecer uma direção estratégica coerente.
Na prática, isso significa estudar como o candidato é percebido, quais características podem ser valorizadas em sua apresentação pública, quais assuntos merecem atenção e como suas mensagens podem alcançar diferentes segmentos da população. A comunicação precisa ter identidade própria, respeitar a trajetória do candidato e transmitir suas propostas de maneira compreensível. Cada canal possui uma linguagem, cada público tem hábitos diferentes e cada eleição apresenta desafios específicos. Por isso, simplesmente reproduzir uma tendência que funcionou em outro país não é suficiente.
A Segredos Políticos entende que uma campanha precisa funcionar como um projeto integrado. A construção da imagem pública, o planejamento de conteúdo, a comunicação digital, a organização das mensagens e o acompanhamento da presença do candidato precisam seguir uma mesma direção. Quando essas ações são desenvolvidas de maneira coordenada, a candidatura consegue apresentar uma identidade mais consistente e estabelecer uma comunicação mais clara com a população.
É nesse trabalho que a experiência estratégica faz diferença. Uma equipe de campanha precisa saber identificar quando uma abordagem descontraída pode aproximar o candidato das pessoas, quando determinado assunto exige uma comunicação mais institucional e como evitar que a busca por visibilidade faça a candidatura perder sua identidade. O objetivo não é transformar todos os políticos em personagens de redes sociais, mas encontrar a maneira adequada de apresentar cada candidatura ao público que pretende alcançar.
Para Victor Escobar, diretor do Grupo EscaEsco, o planejamento precisa estar presente em todas as etapas da disputa. “Uma campanha eleitoral não pode depender de ações isoladas ou de publicações feitas sem direção. É preciso compreender o candidato, conhecer o eleitorado e construir uma estratégia em que cada iniciativa tenha um propósito. A comunicação precisa trabalhar a favor de um projeto político, e não apenas gerar números nas redes sociais”, afirma.
Essa visão é o que orienta a atuação da Segredos Políticos: transformar comunicação em estratégia eleitoral. A empresa auxilia candidatos a desenvolver campanhas estruturadas, identificar oportunidades, fortalecer seu posicionamento e organizar ações de comunicação com foco nos objetivos de cada candidatura. Em vez de simplesmente acompanhar o que está em alta, o trabalho consiste em compreender como as ferramentas disponíveis podem ser utilizadas de maneira planejada e adequada a cada realidade.
A história de Prabowo na Indonésia mostra que uma eleição pode revelar caminhos inesperados para a comunicação política. Uma dança, um meme ou um vídeo aparentemente simples podem despertar curiosidade e colocar um candidato no centro de conversas que ultrapassam os limites dos comícios tradicionais. Entretanto, por trás de uma presença digital relevante, existe a necessidade de planejamento, conhecimento do público e coerência na mensagem.
No Brasil e em qualquer outro país, as campanhas eleitorais continuarão enfrentando o desafio de conquistar a atenção de uma população cada vez mais conectada. Nesse cenário, a Segredos Políticos se posiciona como uma parceira para candidatos que desejam levar suas campanhas a outro nível de organização e estratégia, contando com o suporte necessário para disputar eleições de maneira planejada e competitiva.
Porque uma eleição não começa apenas quando o candidato sobe ao palanque, nem termina quando a última publicação é feita. Ela é construída em cada decisão, em cada mensagem e em cada oportunidade de estabelecer uma conexão com a sociedade. E é justamente nessa construção que a Segredos Políticos trabalha para auxiliar candidatos a transformar planejamento em campanhas mais fortes e conquistar o objetivo que os levou à disputa: vencer as eleições.

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